domingo, 28 de setembro de 2008

Quando Ronaldinho Gaúcho acertou com o Milan, o pequeno Cauê, de seis anos, virou para o pai Julio César, goleiro do Inter de Milão, e disse: "Você está ferrado!". Neste domingo, o camisa 80 do Rubro-Negro mostrou que o menino estava certo: com um golaço de cabeça, o ex-gremista garantiu a vitória de sua equipe por 1 a 0 no clássico no San Siro, pela quinta rodada do Campeonato Italiano.
Agência/AP

Após cruzamento perfeito de Kaká, Ronaldinho marca. Na comemoração, agradecimento ao amigo

Agora, o Milan tem nove pontos, empatado com Juventus, Palermo e Atalanta na tabela. A derrota tira o Inter da liderança. O atual tricampeão tem dez pontos e caiu para o quarto lugar, atrás de Lazio (12), Napoli (11) e Udinese (dez, mas saldo de gols melhor).

Acostumado a retrancas, o técnico Carlo Ancelotti surpreendeu e escalou o Rubro-Negro com Kaká, Alexandre Pato e Ronaldinho juntos no trio de ataque, ao lado do meia Seedorf na criação. Dida ficou na reserva. No Inter, José Mourinho deixou Adriano no banco e começou a partida com os brasileiros Julio César, Maicon e Mancini.

 O primeiro duelo entre Ronaldinho e Julio César aconteceu aos 25 minutos de jogo. Kaká fez boa jogada pela esquerda e tocou para o camisa 80, que pegou de primeira e obrigou o goleiro a fazer grande defesa, para alegria de Cauê.

 Agência/Reuters Agência/Reuters

Ronaldinho vibra com primeiro gol pelo Milan

Porém, aos 36, aconteceu o que o menino temia. Kaká, pela direita, dominou e olhou para a área. O melhor do mundo esperou o momento certo e cruzou com perfeição na cabeça de Ronaldinho Gaúcho, que, cheio de estilo, tocou no ângulo esquerdo de Julio César. O goleiro nem se mexeu: 1 a 0, primeiro gol do ex-gremista com a camisa do Milan.

No segundo tempo, Mourinho resolveu ir para o ataque e colocou Adriano e Julio Cruz em campo, no lugar de Materazzi e Mancini. Ronaldinho passou a aparecer menos na partida, enquanto o Inter começou a dominar o jogo.

A melhor chance dos tricampeões veio aos 26. Ibrahimovic puxou contra-ataque, arrancou e chutou de fora da área, rente à trave esquerda de Abbiati. Logo depois, Ancelotti tirou Pato para a entrada de Flamini. Era o fim da aposta ofensiva do treinador, que passou a tentar fechar a defesa.

Conseguiu mais que isso. Nos contra-ataques, o Milan conseguiu a expulsão de Burdisso aos 31, após falta feia em Kaká. Assim, os espaços ficaram ainda menores para o Inter. Adriano ainda teve duas chances nos minutos finais, mas não conseguiu evitar a derrota do Inter.

 

Confira todos os jogos:

 

Sábado
Sampdoria 0 x 0 Juventus
Fiorentina 1 x 0 Genoa

Domingo
Roma 2 x 0 Atalanta
Bologna 0 x 1 Napoli
Catania 1 x 0 Chievo
Lecce 2 x 0 Cagliari
Palermo 1 x 0 Reggina
Torino 1 x 3 Lazio
Udinese 2 x 1 Siena
Milan 1 x 0 Inter de Milão

0

quarta-feira, 10 de setembro de 2008


Rio de Janeiro (RJ) - A Bolívia é apenas a lanterna das Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010. No entanto, o discurso dos jogadores da seleção brasileira é de total respeito ao adversário desta quarta-feira. O goleiro Júlio César explicou que a equipe canarinho tem a obrigação de estar motivada para buscar uma vitória sobre a Bolívia como se estivesse decidindo um campeonato.

"O jogador tem de estar motivado só pelo fato de estar na seleção, independente se a Bolívia está em última ou não. Temos de enfrentar o adversário como se fosse uma final de campeonato ou o último jogo que decidisse a classificação. Temos de pensar em mostrar de novo o que fizemos no Chile", afirmou.

O Brasil é o vice-líder das Eliminatórias, com 12 pontos, enquanto os bolivianos amargam a última colocação, com apenas quatro. Apesar de ainda faltarem muitos jogos até o fim da competição, Júlio César espera que seus colegas de seleção demonstrem garra à torcida que comparecer ao Engenhão.

O goleiro da Inter de Milão explicou que é preciso manter a disposição apresentada pelo Brasil na vitória convincente por 3 a 0 sobre o Chile, em Santiago, pela rodada passada das Eliminatórias.

"Essa mudança de postura tem de ser mantida, mas sabemos que foi outro jogo e que cada um tem sua história. No Chile, diziam que o Brasil jogaria com três jogadores ofensivos e, por isso, deixaria o setor defensivo vulnerável. Mas não foi isso que aconteceu. Os jogadores da frente se doaram na marcação e o espírito tem de ser sempre esse", analisou.

No duelo em Santiago, Dunga escalou o Brasil com Ronaldinho Gaúcho, Luís Fabiano e Robinho no ataque, além de Diego na armação das jogadas. Nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), o treinador deverá repetir o setor ofensivo para buscar o triunfo diante dos bolivianos.

O lateral-esquerdo Juan parece ter entendido o recado de Júlio César e garante que não se entusiasmará excessivamente com a má fase do adversário. "Precisamos de tranqüilidade e não podemos entrar achando que a Bolívia vai perder de goleada. Eles vão querer tirar pontos de nós e teremos de ficar ligados", ponderou.


0

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O goleiro Julio Cesar foi um dos jogadores que mais comemoraram a vitória por 3 a 0 da Seleção sobre o Chile, neste domingo. Não foi à tôa: para ele, vencer fora de casa era o que faltava para os brasileiros recuperarem a confiança.

- Sinceramente, a pressão estava muito grande. Para o nosso grupo readquirir a confiança, era essencial uma vitória fora de casa, com o estádio lotado. A gente se impôs, todo mundo se ajudou - comemorou o jogador em entrevista à Rede Globo.

Julio Cesar se envolveu em polêmica antes do jogo ao responder declarações do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou a falta de raça da Seleção. Para colocar fim ao assunto, o goleiro garantiu que sobrou motivação.

- Perguntaram antes se eu estava motivado. Falei por todos do grupo: "estou muito". Vivo isso aqui e vejo como está o clima - declarou.



0

sábado, 6 de setembro de 2008

O goleiro da seleção brasileira, Julio César, pediu desculpas ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, neste sábado, em Santiago, no Chile. Na sexta-feira, o jogador criticou duramente Lula e chegou a pedir a ele que se mudasse para a Argentina.

O pedido de desculpas, porém, seguiu uma linha crítica. Julio César sugeriu ao presidente que faça a mesma coisa:

 - Aproveito até publicamente para pedir desculpas ao presidente, mas se ele fizesse isso também seria legal da parte dele. Dar uma ligada aqui para o Dunga, para o Ricardo Teixeira, não sei, e pedir desculpas porque acho também que ele deu uma declaração não muito legal. Acho até que peguei um pouco pesado, mas essa é a minha opinião - disse o goleiro.

 Para o ex-flamenguista, a Argentina não deve ser usada como exemplo para criticar a seleção brasileira:

 - O Brasil ganhou as últimas duas Copas América e a Copa das Confederações em cima da Argentina. Só porque a gente jogou um jogo não muito bem nas Olimpíadas e acabamos perdendo para eles, ele cita a Argentina como exemplo. Ele começou a falar do Messi, que hoje é o melhor do mundo. Tivemos Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo, Kaká... nem sei quantos jogadores que já foram eleitos o melhor do mundo. Quem tem que ser exemplo de alguma coisa somos nós.

Na última quinta-feira, em entrevista publicada pelo jornal "Folha de S. Paulo", Lula afirmou que gostaria de ver o Brasil jogando com mais "sangue" e citou a Argentina como exemplo a ser seguido. O presidente também disse que admirava Messi, segundo ele "o melhor jogador do mundo", porque o craque do Barcelona perdia a bola e se esforçava para recuperá-la, enquanto os brasileiros ficavam de "braços cruzados".

Na sexta, a imprensa recupercutiu com os jogadores da seleção em Teresópolis e Julio César foi o atleta que criticou mais duramente o presidente. O goleiro chegou a dizer que Lula "deveria virar argentino e ir morar na Argentina".

Neste sábado, a CBF divulgou um comunicado em seu site oficial dizendo que as declarações de Julio César na sexta não representam a opinião dos outros jogadores e do técnico Dunga.

"Em um país em que há liberdade de imprensa e reconhecimento ao direito de expressão, deve ser entendida a declaração do goleiro Julio César, ainda que todos os jogadores e integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira não concordem com o seu teor", diz o texto da CBF.

1