terça-feira, 8 de julho de 2014


Herói do Brasil nas oitavas de final, o goleiro Júlio César não conseguiu explicar a goleada para a Alemanha. Na saída de campo, o jogador até chegou a esquecer o duelo do próximo sábado, que vale o terceiro lugar no Mundial.

"Olha, sinceramente é complicado explicar, acho que explicar inexplicável é complicado, acho que  temos de reconhecer o grande futebol alemão, equipe junto há seis anos, acho que até aqui tava tudo muito lindo, acho que o povo brasileiro está de parabéns, torcida por todo apoio que nos deu até aqui, com certeza, jogadores vão lá na zona mista, agradecer, se desculpar, mas eles foram muito fortes, temos de reconhecer. O primeiro gol gerou um apagão, ninguém esperava, parabéns para o futebol alemão. Agora é hora de voltar para nossas casas, abraçar nossos familiares, que devem estar loucos para abraçar cada um, fica agradecimento a todo povo brasileiro, chegamos perto, mas não conseguimos", disse o goleiro.

Apesar de citar a volta para casa, o Brasil não terá essa folga citada por Júlio César. A seleção retorna à campo no próximo sábado para pegar o derrotado de Argentina e Holanda na disputa pelo terceiro lugar.

"Eu, particularmente, troco a minha falha que carreguei por quatro anos pelo jogo  de hoje. Prefiro um 1 a 0  com uma falha minha do que um 7 a 1. Passei por um momento delicado. Agradeço a Deus por jogar a Copa do Mundo no meu país. Em nome  de todo o grupo, em nome do professor Parreira que me pediu: 'Obrigado por tudo, é isso'", completou.

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O que você fazia há exatos 10 anos? Faculdade ou colégio? Namorava? Estava viajando? Julio César tem a resposta na ponta da língua. Ele estreava pela Seleção em Arequipa, cidadezinha do Peru. Vestia a camisa 1 contra o Chile, adversário mais habitual de sua década. 8 de julho de 2004, um dia tão especial quanto pode vir a ser este 8 de julho de 2014. Diante da Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo, o goleiro só quer poder comemorar 10 anos de seleção brasileira.

A trajetória de Julio tem glórias, dissabores, sorrisos e lágrimas. Títulos e fracassos. Nesta terça-feira, a partir das 17h, no Mineirão, ele tentará justamente o maior de todos os feitos: disputar a final do Mundial em casa e apagar a maior de todas as más lembranças: a falha na eliminação para a Holanda, quatro anos atrás, na África do Sul.

Em 2004, Carlos Alberto Parreira, atual coordenador, era técnico e não teve os três principais jogadores da posição na Copa América: Dida, Rogério Ceni e Marcos. Apostou no jovem Julio César, que já brilhava no Flamengo. Logo na primeira partida, o herdeiro viveu situação curiosa. Pênalti para o Chile. González bateu e fez, mas o árbitro viu invasão da área e mandou voltar. Na segunda cobrança, isolou. Sorte de principiante.

Quem diria que 10 anos depois, Julio César se veria novamente frente a frente com os chilenos na marca do pênalti. No épico duelo das oitavas de final da Copa do Mundo, ele pegou duas cobranças, de Pinilla e Alexis e eliminou o Chile. Um de seus momentos inesquecíveis na meta nacional. O GloboEsporte.com listou 10.

Confira a lista abaixo:

01 - Estreia (Brasil 1x0 Chile – 8/7/2004)

Há 10 anos, escapou de sofrer gol de pênalti na vitória por 1 a 0 sobre o Chile.

02 - Rival (Brasil 2x2 Argentina – 25/7/2004)

Pegou pênalti de D'Alessandro e ajudou o Brasil a vencer a Copa América sobre a Argentina.

03 - Parede (Brasil 2x1 Uruguai – 21/11/2007)

Com grandes defesas contra o Uruguai, no Morumbi, fez a Seleção arrancar nas Eliminatórias.

04 - Copa (Brasil 2x1 Coreia do Norte – 15/6/2010)

Estreou em Copas do Mundo contra a Coreia do Norte: primeira vez no torneio mais importante.

05 - Queda (Brasil 1x2 Holanda – 2/7/2010)

Errou no primeiro gol de Sneijder e se abateu muito com a eliminação para a Holanda nas quartas da Copa-2010.

06 - Falha (Brasil 2x1 Bósnia – 28/2/2012)

Levou gol estranho contra a Bósnia e, a partir de então, não voltou a ser chamado por Mano Menezes.

07 - Volta (Inglaterra 2x1 Brasil – 6/2/2013)

Retornou logo no primeiro jogo de Felipão, contra a Inglaterra, e se firmou como goleiro para 2014.

08 - Herói (Brasil 2x1 Uruguai – 26/6/2013)

Defendeu pênalti de Forlán quando a semifinal da Copa das Confederações, contra o Uruguai, estava 0x0.

09 - Tetra (Brasil 3x0 Espanha – 30/6/2013)

Festejou o título das Confederações ao vencer a Espanha e teve a companhia do filho ao levantar a taça.

10 - Choro (Brasil 1x1 Chile – 28/6/2014)

Antes dos pênaltis contra o Chile, nas oitavas da Copa, chorou. Pegou duas cobranças e salvou o Brasil.
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sábado, 28 de junho de 2014


Herói da classificação do Brasil contra o Chile, o goleiro Júlio César se emocionou ao dar entrevista depois do jogo. Chorando durante a entrevista, como havia feito antes de começo da disputa por pênaltis, o jogador citou a pressão que a seleção brasileira tem sofrido por atuar dentro de casa.

"Olha, esperávamos (essa dificuldade) apesar do primeiro tempo ter sido bem jogado por nós, criamos oportunidades, depois do gol do empate, o Chile se encontrou e dificultou nosso jogo. Mas que agradecer o público que compareceu, meus companheiros, que acreditamos sempre. É complicado psicologicamente e emocionalmente falar, mas para a gente nos representar é uma pressão forte, mas deu tudo certo no final", disse o goleiro em entrevista à Globo.

O goleiro ainda lembrou a entrevista que deu há quatro anos, quando o Brasil foi eliminado pela Holanda nas quartas de final da Copa de 2010.

"Quatro anos atrás eu dei uma entrevista muito triste, chateado. Estou repetindo com você, mas com felicidade. Só Deus e minha família sabem o que eu passei e passo até hoje. Mas eu sei que minha história não acabou. Meus companheiros estão dando força para chegar em campo e dar meu melhor. Faltam três degraus. Espero dar uma entrevista com você, com muita felicidade e o Brasil em uma grande festa. É o meu sonho", completou.

Depois do jogo, o goleiro do Brasil foi eleito o melhor jogador da partida em votação realizada no site da Fifa e comemorou em entrevista à Globo: "Tem que ir até o Maracanã e tenho que beijar aquele troféu. Está chegando, está chegando".

Depois, disse esperar que Galvão Bueno não precise mais gritar o bordão 'vai que é tua, Júlio César': "Seria melhor sem pênaltis, né! Senão minha mãe, minha vó... Minha família toda... Vão todos sofrer do coração".

Reprodução/TV Globo
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quarta-feira, 21 de maio de 2014


Julio César atua pelo Toronto FC.

Quem poderia imaginar que Julio César seria o goleiro titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014 após a eliminação do Mundial de 2010? Considerado um dos principais culpados pela derrota contra a Holanda por 2 a 1 nas quartas-de-final, o goleiro, no entanto, deu a volta por cima, e, hoje, é considerado peça fundamental na equipe do técnico Luiz Felipe Scolari.






O camisa 12, inclusive, foi o primeiro dos 23 convocados a ser anunciado por Felipão para a disputa da competição no Brasil, o que prova a total confiança do treinador no goleiro. Defendendo atualmente as cores do Toronto FC, do Canadá, Julio sempre foi muito questionado por seus últimos clubes não serem considerados de elite e por amargar a reserva em certas ocasiões, como aconteceu quando atuava pelo Queens Park Rangers.

Entretanto, mesmo com as críticas, Julio demonstrou, durante a Copa das Confederações, que ainda está em forma e atuando em alto nível. O goleiro foi um dos principais nomes da Amarelinha na competição, que terminou com o título dos comandados de Felipão. O goleiro é tão defendido por Scolari, que ouviu os conselhos do treinador, que lhe pediu para trocar de time, se manter em atividade e não na reserva, como acontecia na Inglaterra.

Início no Flamengo e show na Itália

Criado nas divisões de base do Flamengo, Julio César assumiu o gol rubro-negro em 2000, para substituir Clemer. O arqueiro teve participação fundamental nos títulos estaduais que o Flamengo conquistou em cima do seu maior rival, o Vasco. Em especial, a atuação na final do Carioca de 2001 ficou marcada para todos os torcedores.

Apesar disso, Julio César não conseguiu conquistar muitos títulos de expressão no clube carioca. Ele era o destaque em elencos que não figuravam entre os melhores do Brasil e, em algumas oportunidades, salvou o Flamengo do rebaixamento. A transferência para o exterior era inevitável e ele acertou com a Inter de Milão, da Itália, em 2005.

Foi então que a carreira de Julio César ganhou projeção internacional. O jogador se tornou titular absoluto na equipe italiana e conquistou tudo que um jogador pode conquistar. Liga dos Campões, Campeonatos Nacionais, Copas da Itália, enfim, ele escreveu seu nome na história da Inter com defesas incríveis e a já costumeira vontade de vencer.

O goleiro deixou a Itália em 2012, após uma temporada apagada. Ele acertou assim com o Queens Park Rangers, da Inglaterra, buscando espaço para poder mostrar seu futebol. Durante a temporada, ficou claro que o time não estava a sua altura. Apesar das boas atuações, Julio César não conseguiu salvar o time do rebaixamento.

Sucessos e decepções com a Amarelinha

A primeira convocação de Julio César foi justamente para uma Copa das Confederações. Em 2003, ele foi chamado para ser reserva de Dida. Já na Copa América seguinte, ele assumiu a titularidade e foi importante no título brasileiro. Na Copa de 2006, entretanto, o goleiro não teve muitas chances de jogar e viu o Brasil ser eliminado pela França.

A Copa de 2010 tinha tudo para ser a competição de Julio César. Agora estabilizado no time titular do Brasil, Julio César era aclamado pelos torcedores como um verdadeiro 'paredão' e passava tranquilidade para todos. Entretanto, a competição não correu como o goleiro esperava e, contra a Holanda, ele falhou e teve que conviver com a eliminação.

Depois de um tempo afastado, o goleiro voltou a ter oportunidades e, com muito trabalho, retornou ao time titular com Mano Menezes e, depois, com Felipão, sendo hoje, o homem de confiança do treinador na equipe.

Defendendo o gol da Seleção, é nele em quem o técnico Felipão deposita a confiança em uma defesa segura e poucos gols sofridos.

Fonte: Esporte interativo
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