
Simplesmente o melhor goleiro do mundo

- Fico feliz por tudo o está acontecendo na minha carreira. É muito gratificante, um sonho. Consegui na Europa o mesmo respeito que eu tinha no Brasil. E uma das pessoas que eu mais tenho que agradecer é minha mãe. Ela me acordava cedo todo dia, enquanto eu não queria levantar para treinar revelou o goleiro.
Apesar de ser nome certo nas convocações de Dunga, Júlio César deixou claro que sempre sente o frio na barriga momentos antes de o técnico da Seleção Brasileira divulgar a lista:
- Aproveito todas as oportunidades. O mais complicado é manter a posição de titular e permanecer na Seleção. Temos muitos goleiros de qualidade. Tenho de ficar sempre na expectativa.
| Preparador de goleiros da seleção exalta trabalho de Julio César | ||
| Por: Julyane Stanzioni | ||
Julio César é sem dúvida alguma titular inquestionável do técnico Dunga na meta da seleção brasileira. Quem também fala da boa fase do goleiro da Inter de Milão com a amarelinha é o preparador de goleiros da seleção, Wendel Ramalho. O "professor" disse que o arqueiro está pronto para os efeitos da altitude na bola do jogo. "A bola perdeu peso e na altitude ela é mais rápida. Os caras aproveitam isso para chutar de longe, ela cai mais rápido", afirmou Wendel em entrevista ao Canal Esporte Interativo. |
"É, no Flamengo eu levava muito mais gols (risos)", brincou.

É difícil de imaginar. Mas, na infância, o goleiro Julio César ficou indeciso entre se transferir para o Flamengo ou continuar jogando no Grajaú Country Club. O filho da dona Fátima Espíndola praticava futsal no clube da Zona Norte do Rio até receber um convite para ir treinar na Gávea. Motivo de comemoração da família, não do arqueiro, que evitava jogar futebol de campo por causa das dimensões das traves.
- No início, o Julio César não gostava de treinar no Flamengo. Ele ia chorando para a Gávea porque achava os gols do futebol de campo grande demais - entregou a mãe do goleiro do Inter de Milão e da seleção brasileira, em entrevista à Rádio Brasil.
De acordo com Fátima Espíndola, Julio César só se firmou no futebol de campo por causa da marcação implacável que fazia em cima dele.
- Era difícil fazer o meu filho acordar cedo. Ele tinha que entrar no chuveiro antes de sair de casa e mesmo assim tomava o café-da-manhã meio que dormindo, além de chegar sonolento nos treinamentos. Mas como somos uma família rígida com horários, ele passou a ser o primeiro a aparecer nos treinos e o último a sair - recordou.


Destaque do Internazionale de Milão, titular da seleção brasileira e virtual campeão italiano, o goleiro Julio César, que não ficou nada feliz com a eliminação para o Manchester United, esta semana, na Liga dos Campeões da Europa, abriu o coração numa entrevista para Galvão Bueno. Julio é o segundo personagem do novo quadro "Na Estrada com Galvão", que vai ao ar neste domingo no Esporte Espetacular.
O ex-arqueiro do Flamengo jogou sinuca com Galvão e não se furtou a responder nenhuma pergunta. Ficou triste ao lembrar das confusões que se envolveu com a torcida rubro-negra por causa do risco de rebaixamento em 2004.
- Na Europa, o jogador é muito mais respeitado. No Brasil, a coisa está passando dos limites. Aqui vivo mais tranquilo, mesmo sabendo que há cobrança quando o time não está bem.
Orgulhoso pela quantidade enorme de goleiros brasileiros jogando na Europa (Dida, Diego, Renan, Gomes, Rubinho e outros), Julio César acha que a classe precisa agradecer eternamente a Taffarel e ao próprio Dida, pois foram eles os grandes pioneiros.
- Havia um preconceito muito grande, e os clubes daqui não contratavam goleiro brasileiro algum. Dizem que foi por causa da atuação do Waldir Perez na Copa de 1982, mas eu sempre achei isso injusto e defendi bastante o Waldir aqui na Itália.
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